Quarta-feira, Agosto 13, 2008

Silêncio

Provérbio Árabe:

Somos donos do nosso silêncio e escravos das nossas palavras.

Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

O segredo do sucesso. Se é que é segredo.

“O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.”

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objectivo, pois ao contrário, acabará perdendo seu grande amor.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planear, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação.
Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica.
Mas toda mágica é ilusão. A ilusão não tira ninguém de onde está.
Ilusão é combustível de perdedores.

“Quem quer fazer alguma coisa, encontra um Meio.
Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa.”

Retirado de: planeta.ubuntubrasil.org

Domingo, Março 26, 2006

SMART

Não, não se trata da marca de um carro. E garanto-vos que vale a pena ler. Este não é mais um modelo teórico daqueles caducos que frequentemente somos obrigados a aprender (note-se, a saber de cor) sem ver qualquer utilização prática, ou pelo menos, imediata. Não, este é diferente e temos muito a aprender com ele, em todas as áreas da nossa vida.

Ele aplica-se à avaliação do desempenho, permite avaliar quão eficazes são os objectivos definidos pela secção X da empresa Y.

Mas deixemos de lado esse contexto e pensemos na nossa vida diária. Quantos de nós não traçamos as metas a alcançar este ano, no próximo ano, ou até em mais tempo? Já alguma vez pensaram se os objectivos que estabeleceram eram eficazes? Ou que o segredo do sucesso pode estar no modo como formulamos os nossos objectivos? Bem, sou sincera, não tinha pensado nisso até há bem pouco tempo! Mas o que vos disse é verdade e quis partilhar convosco o que aprendi em mais uma aula de técnicas de diagnóstico e intervenção I, porque acho que é importante, não só nos nossos actuais/futuros empregos (e até mesmo para aceder a eles para o contexto da entrevista), mas sobretudo na nossa vida pessoal.

Por isso, dou-vos um conselho: tracem objectivos SMART!

S (specific): planeamento detalhado do que há a fazer e como. Os objectivos generalistas tendem a ser menos eficazes.

M (mensurable): reflecte os vários aspectos mensuráveis e passíveis de verificação dos objectivos estabelecidos e que permitem compreender se as pessoas encarregues da sua concretização estão ou não em posição de alcançá-los.

A (agreed): este é o aspecto mais importante, que implica que os objectibos devem ser acordados previamente entre os intervenientes em causa, para que as pessoas estejam motivadas para percepcionar e sentir os objectivos estabelecidos com algo intrínseco a elas.

R (realistic): os objectivos só serão eficazes se forem realisticamente exequíveis.

T (timed): estabelecer prazos bem especificados.

Mas, não se esqueçam, é necessário um processo de feedback constante, isto é, revisão periódica dos objectivos, porque as exigência do meio são alteradas o que exige uma natureza mutável e dinâmica dos objectivos definidos.

Apliquem isto à vossa vida e ao vosso trabalho e penso que tudo será bem mais fácil! A grande lição é: não deixar os objectivos a pairar no ar!

in Do outro lado do Espelho...

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006

"A educação vai condicionar o que somos, muito mais do que a geografia"

Bill Gates

Sexta-feira, Setembro 30, 2005

Sinto que estamos num país parado, sem garra, sem vontade de viver, de crescer. Sinto que passamos a vida a desperdiçar o que de melhor temos, apenas porque vivemos a pensar naquilo que não temos. Sinto que poderíamos ir muito mais além, se trabalhássemos em conjunto. Mas cada vez a sociedade está mais centrada no eu. Quando muito, pensa-se em nós e na família próxima. Alguns ainda pensarão nos amigos. Colegas de trabalho e vizinhos, já não cabem nas nossas preocupações.

Jorge Morais

in 6 em 1 & algo +

Quarta-feira, Setembro 28, 2005

É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão.

Confúcio

in Conversamos?!

Quarta-feira, Agosto 24, 2005

Portugal fez tudo errado, mas correu tudo bem

Esta é a conclusão de um relatório internacional recente sobre o desenvolvimento português.

Havia até agora no mundo, países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas acabou de ser criada uma nova categoria: os países que não deveriam ser desenvolvidos. Trata-se de regiões que fizeram tudo o que podiam para estragar o seu processo de desenvolvimento e... falharam.

Hoje são países industrializados e modernos, mas por engano. Segundo a fundação europeia que criou esta nova classificação, no estudo a que o DN teve acesso, este grupo de países especiais é muito pequeno. Alias, tem mesmo um só elemento: Portugal.

A Fundação Richard Zwentzerg (FRZ), iniciou há uns meses um grande trabalho sobre a estratégia económica de longo prazo. Tomando a evolução global da segunda metade do século XX, os cientistas da FRZ procuraram isolar as razões que motivavam os grandes falhanços no progresso. O estudo, naturalmente, pensava centrar-se nos países em decadência. Mas, para grande surpresa dos investigadores, os mais altos índices de aselhice económica foram detectados em Portugal, um dos países que tinham também uma das mais elevadas dinâmicas de progresso.

Desconcertados, acabam de publicar, à margem da cimeira de Lisboa, os seus resultados num pequeno relatório bem eloquente, intitulado: "O País Que Não Devia Ser Desenvolvido".- O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses. Num primeiro capítulo, o relatório documenta o notável comportamento da economia portuguesa no último meio século. "De 1950 a 2000, o nosso produto aumentou quase nove vezes, com uma taxa de crescimento anual sustentada de 4,5 por cento durante os longos 50 anos. Esse crescimento aproximou-nos decisivamente do nível dos países ricos. Em 1950, o produto de Portugal tinha uma posição a cerca de 35 por cento do valor médio das regiões desenvolvidas. Hoje ultrapassa o dobro desse nível, estando acima dos 70 por cento, apesar do forte crescimento que essas economias também registaram no período. Na generalidade dos outros indicadores de bem-estar, a evolução portuguesa foi também notável.

Temos mais médicos por habitante que muitos países ricos. A mortalidade infantil caiu de quase 90 por mil, em 1960, para menos de sete por mil agora. A taxa de analfabetismo reduziu-se de 40 por cento em 1950 para dez por cento.

Actualmente a esperança de vida ao nascer dos portugueses aumentou 18 anos no mesmo período. O relatório refere que esta evolução é uma das mais impressionantes, sustentadas e sólidas do século XX. Ela só foi ultrapassada por um punhado de países que, para mais, estão agora alguns deles em graves dificuldades no Extremo Oriente. Portugal, pelo contrário, é membro activo e empenhado da União Europeia, com grande estabilidade democrática e solidez institucional. Segundo a FRZ, o nosso país tem um dos processos de desenvolvimento mais bem sucedidos no mundo actual. Mas, quando se olha para a estratégia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria ser. Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que seguiu nas últimas décadas, deveria agora estar na miséria. O nosso país não pode ser desenvolvido.Quais são os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável? Um dos mais importantes é, sem dúvida, a educação.

Ora Portugal tem, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O nível de formação dos portugueses é ridículo quando comparado com qualquer outro país sério. As crianças portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhante às de países miseráveis. Há falta gritante de quadros qualificados. É evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o desenvolvimento que teve. Um outro elemento muito referido nas análises é a liberdade económica e a estabilidade institucional. Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do mundo, segundo a FRZ. Desde o "condicionamento industrial" salazarista às negociações com grupos económicos actuais, as empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação, burocracia e clientelismo. O sistema fiscal português é injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A regulamentação económica é arbitrária, omni presente e bloqueante.

É óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de estar irremediavelmente condenado desde o início. O estudo da Fundação continua o rol de aselhices, deficiências e incapacidades da nossa economia. Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores à reduzida integração externa das empresas; da paralisia do sistema judicial à inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição à ausência de investigação em tecnologias. Em todos estes casos, e em muitos outros, a conclusão óbvia é sempre a mesma:Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento.

Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade. Citando as próprias palavras do texto: "Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento? A resposta, simples, é que ninguém sabe.

Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho. E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho. "A única explicação adiantada pelo texto, mas que não é satisfatória, é a incrível capacidade de improvisação, engenho e "desenrascanço" do povo português.

No meio de condições que, para qualquer outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e inexplicável."O texto termina dizendo:

"O que este povo não faria se tivesse uma estratégia certa?".

João César das Neves